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por Marco Túlio Brüning Responsabilidade social
é muito possivelmente o assunto mais discutido nas corporações atualmente, pois
engloba a preocupação com o meio ambiente, a sustentabilidade econômica, além
da boa qualidade de vida do funcionário. Na pesquisa, foram premiadas pelo
"sucesso na formação de colaboradores e em proporcionar mobilidade
social" Malwee, Bradesco, Magazine Luiza e Serasa, além da Natura – esta
empresa, que surgiu em 1969 com a proposta de utilizar ingredientes naturais em
suas formulações, se tornou sinônimo de responsabilidade social.
Para Marcos Vaz, diretor de sustentabilidade
da empresa, “cada vez mais a sociedade estará voltada para o uso equilibrado
dos recursos naturais, maior justiça social e inclusão. Somos conscientes de
nosso papel nesta mudança e vamos contribuir de forma consistente para a
transformação da sociedade em direção ao desenvolvimento sustentável, criando
um modelo de negócios que alie o crescimento econômico às necessidades sociais
e ambientais”, afirma.
A Natura traz em seu histórico uma série de iniciativas, como a
introdução dos refis em 1983,
a conversão da frota de entrega ao GNV na capital do
Estado de São Paulo há 12 anos, a substituição da gordura animal por óleos
vegetais na linha de sabonetes em 2005 e a redução do consumo de água em 9% e
energia em 17% nas unidades industriais obtida no ano passado.
Outro ponto a se destacar é que a Natura implementa desde setembro de 2007 o
programa Carbono Neutro, por meio do qual reduz suas emissões provenientes das
atividades em toda a cadeia de negócios da empresa, da extração da
matéria-prima até o descarte final das embalagens. O que não for possível
diminuir será compensado por meio de programas que propiciam benefícios
ambientais e sociais para as comunidades envolvidas, segundo Vaz.Também foram premiadas, por
"preocupação com a sustentabilidade, meio ambiente e qualidade de
vida", a rede Mundo Verde, O Boticário, Banco Real, mais uma vez a Natura,
além do Pão de Açúcar. É importante observarmos o exemplo da Mundo Verde em
como oferecer ao consumidor um produto que ele se identifique. Mas para o
diretor-executivo Sérgio Bocayuva, "é mais do que isso. A missão, a visão,
os valores da companhia, desde 1987 quando ela foi fundada, comportam todos os
elementos relativos ao consumo responsável e à qualidade de vida. É uma
concepção socioambiental", afirma o diretor-executivo da rede de
alimentação saudável. A empresa passou a ganhar
força no mercado por oferecer não somente produtos e serviços, mas ainda
desenvolver as mais diversas ações, várias campanhas, e foi isso que levou, na
opinião de Bocayuva, ao sucesso comprovado com a venda recente da companhia
para um grupo de investimento francês. Ele atribui o interesse à força da marca
no conceito de bem-estar e responsabilidade social.
"Fica claro, quando nos comparamos aos
grandes players do mercado, que nós de fato acreditamos e investimos desde o
começo na companhia neste setor. Diferentemente das outras cadeias, que somente
agora estão começando a desenvolver e a transformar um pouco a sua maneira de
ver, nós já estamos trilhando este caminho há 22 anos", observa Bocayuva. Ele explica que esses conceitos são parte do
DNA da companhia, que assegura que toda a cadeia de abastecimento de
suprimentos e toda a comunicação também se orientem pelos mesmos valores. É da
Mundo Verde o pioneirismo na campanha pelas "ecobags", as sacolas
reutilizáveis que não são danosas ao ambiente e diminuem o uso de sacolas
plásticas e de papel. A preocupação chega aos detalhes, como no caso do
uniforme dos funcionários, feito de fibras leves e confortáveis com um toque
mais agradável à pele. As ações da rede Mundo Verde passam ainda por
projetos de educação ambiental, como a oficina de fabricação de vassouras com
uso de fibras degradáveis. Um dos aspectos observados no momento de aceitar
novos franqueados é a afinidade com estas práticas, se existe ou não uma
identidade com a marca. "Nós somos provavelmente a única franqueadora do
Brasil que tem um projeto de ambientação do franqueado. Antes de assinar o
contrato, este investidor vem passar um dia em Petrópolis e assim conhece o
modus operandi da companhia, aprende sobre nossa visão e valores. A partir daí
ele toma a decisão se quer avançar ou não", afirma. O reconhecimento obtido não é uma novidade
para a rede. Diversas pesquisas apontam que a Mundo Verde não tem nenhum tipo
de rejeição. Segundo Bocayuva, isso se deve à constante preocupação da marca em
associar toda a experiência de consumo ao bem-estar do cliente. "Essa é
uma tendência mundial, junto com a busca por uma alimentação mais saudável. Mas
o consumidor que vai à nossa loja recebe também informação, pois para consumir
é preciso saber manusear, preparar aquele produto", explica. Essa interação
também ocorre nas comunidades sociais na internet, com presença no Twitter, no
Orkut e também com um blog. Para Bocayuva, esse contato é essencial na operação
do negócio: "É uma grande fonte onde buscamos saber o que nossos clientes
precisam”. http://www.empreendedor.com.br/_novo/_br/?secao=Noticias&categoria=167&codigo=15099
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