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22/01/2010
Verdadeiro Valor

por Marco Túlio Brüning

Responsabilidade social é muito possivelmente o assunto mais discutido nas corporações atualmente, pois engloba a preocupação com o meio ambiente, a sustentabilidade econômica, além da boa qualidade de vida do funcionário. Na pesquisa, foram premiadas pelo "sucesso na formação de colaboradores e em proporcionar mobilidade social" Malwee, Bradesco, Magazine Luiza e Serasa, além da Natura – esta empresa, que surgiu em 1969 com a proposta de utilizar ingredientes naturais em suas formulações, se tornou sinônimo de responsabilidade social.

Para Marcos Vaz, diretor de sustentabilidade da empresa, “cada vez mais a sociedade estará voltada para o uso equilibrado dos recursos naturais, maior justiça social e inclusão. Somos conscientes de nosso papel nesta mudança e vamos contribuir de forma consistente para a transformação da sociedade em direção ao desenvolvimento sustentável, criando um modelo de negócios que alie o crescimento econômico às necessidades sociais e ambientais”, afirma.

A Natura traz em seu histórico uma série de iniciativas, como a introdução dos refis em 1983, a conversão da frota de entrega ao GNV na capital do Estado de São Paulo há 12 anos, a substituição da gordura animal por óleos vegetais na linha de sabonetes em 2005 e a redução do consumo de água em 9% e energia em 17% nas unidades industriais obtida no ano passado. 
Outro ponto a se destacar é que a Natura implementa desde setembro de 2007 o programa Carbono Neutro, por meio do qual reduz suas emissões provenientes das atividades em toda a cadeia de negócios da empresa, da extração da matéria-prima até o descarte final das embalagens. O que não for possível diminuir será compensado por meio de programas que propiciam benefícios ambientais e sociais para as comunidades envolvidas, segundo Vaz.

Também foram premiadas, por "preocupação com a sustentabilidade, meio ambiente e qualidade de vida", a rede Mundo Verde, O Boticário, Banco Real, mais uma vez a Natura, além do Pão de Açúcar. É importante observarmos o exemplo da Mundo Verde em como oferecer ao consumidor um produto que ele se identifique. Mas para o diretor-executivo Sérgio Bocayuva, "é mais do que isso. A missão, a visão, os valores da companhia, desde 1987 quando ela foi fundada, comportam todos os elementos relativos ao consumo responsável e à qualidade de vida. É uma concepção socioambiental", afirma o diretor-executivo da rede de alimentação saudável.

A empresa passou a ganhar força no mercado por oferecer não somente produtos e serviços, mas ainda desenvolver as mais diversas ações, várias campanhas, e foi isso que levou, na opinião de Bocayuva, ao sucesso comprovado com a venda recente da companhia para um grupo de investimento francês. Ele atribui o interesse à força da marca no conceito de bem-estar e responsabilidade social.

"Fica claro, quando nos comparamos aos grandes players do mercado, que nós de fato acreditamos e investimos desde o começo na companhia neste setor. Diferentemente das outras cadeias, que somente agora estão começando a desenvolver e a transformar um pouco a sua maneira de ver, nós já estamos trilhando este caminho há 22 anos", observa Bocayuva.

Ele explica que esses conceitos são parte do DNA da companhia, que assegura que toda a cadeia de abastecimento de suprimentos e toda a comunicação também se orientem pelos mesmos valores. É da Mundo Verde o pioneirismo na campanha pelas "ecobags", as sacolas reutilizáveis que não são danosas ao ambiente e diminuem o uso de sacolas plásticas e de papel. A preocupação chega aos detalhes, como no caso do uniforme dos funcionários, feito de fibras leves e confortáveis com um toque mais agradável à pele.

As ações da rede Mundo Verde passam ainda por projetos de educação ambiental, como a oficina de fabricação de vassouras com uso de fibras degradáveis. Um dos aspectos observados no momento de aceitar novos franqueados é a afinidade com estas práticas, se existe ou não uma identidade com a marca. "Nós somos provavelmente a única franqueadora do Brasil que tem um projeto de ambientação do franqueado. Antes de assinar o contrato, este investidor vem passar um dia em Petrópolis e assim conhece o modus operandi da companhia, aprende sobre nossa visão e valores. A partir daí ele toma a decisão se quer avançar ou não", afirma.

O reconhecimento obtido não é uma novidade para a rede. Diversas pesquisas apontam que a Mundo Verde não tem nenhum tipo de rejeição. Segundo Bocayuva, isso se deve à constante preocupação da marca em associar toda a experiência de consumo ao bem-estar do cliente. "Essa é uma tendência mundial, junto com a busca por uma alimentação mais saudável. Mas o consumidor que vai à nossa loja recebe também informação, pois para consumir é preciso saber manusear, preparar aquele produto", explica. Essa interação também ocorre nas comunidades sociais na internet, com presença no Twitter, no Orkut e também com um blog. Para Bocayuva, esse contato é essencial na operação do negócio: "É uma grande fonte onde buscamos saber o que nossos clientes precisam”.

http://www.empreendedor.com.br/_novo/_br/?secao=Noticias&categoria=167&codigo=15099

Fonte: Site Empreendedor

 
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