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Reportagem Via Revista - Atuação em rede: uma relação ganha-ganha

01/10/2018

Por Tatiana Wittmann

Entre os diversos significados para uma rede social está o de ser uma estrutura composta por pessoas ou organizações conectadas, por um ou vários tipos de relações, que compartilham valores e objetivos comuns. As redes são estruturas sem fronteiras, que possibilitam relacionamentos horizontais e não hierárquicos entre os participantes. É um sistema de apoio mútuo, no qual todos saem ganhando. E é com esse espírito que são criadas as redes de incubadoras, que buscam alavancar, cada vez mais, o ecossistema de inovação. 

“Com a atuação em rede conseguimos viabilizar, com mais facilidade, trabalhos coletivos, que unem diferentes expertises e com os quais todos saem ganhando”, destaca Ana Cristina de Alvarenga Lage, presidente da Rede Mineira de Inovação (RMI). Segundo Lage, que já atua no movimento de incubação há 17 anos, entre os benefícios do trabalho em rede estão: a troca de conhecimento e informação, a facilidade de conhecer boas práticas, as oportunidades de sinergia e a articulação dos interesses coletivos. “A conexão propiciada pela rede é muito importante. É possível perceber que as incubadoras têm as mesmos desafios e dificuldades e, juntos, é possível chegar em soluções com mais agilidade”, diz. 

As redes articulam o interesse de seus associados e tem credibilidade para debater com o setor público questões importantes para os empreendimentos inovadores no Brasil. Entre as preocupações atuais estão os cortes sofridos pelo orçamento do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicação (MCTIC). Esta também é uma preocupação da Sociedade Brasileira Para o Progresso da Ciência (SBPC), que publicou em maio a Carta de Pernambuco. No documento, a SBPC lista 12 propostas para políticas de Ciência Tecnologia e Inovação (CT&I) e alerta para a ameaça da continuidade das pesquisas e a formação de novos cientistas, uma vez que o Brasil deixou de ter um ministério “integralmente dedicado à C&T e o orçamento para investimento nessa área voltou a níveis de 2002, valor reduzido a 1/3 do que foi aplicado oito anos atrás”. A presidente da RMI ressalta que nos países desenvolvidos, os resultados apresentados pelas incubadoras e demais habitas de inovação são valorizados. “Já tivemos muito mais apoio público, falta um programa estruturado de governo com foco em inovação”, diz. 

Lage também é Líder Temática de Redes da Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec). “Dentro da conferência nacional da Anprotec temos um momento de encontro das redes estaduais de inovação, mas queremos que esta troca seja ainda mais efetiva e, para isto, estamos desenvolvendo uma plataforma de interação para as redes”, adianta Lage. A partir da plataforma, devem ser criados fóruns de discussão, reuniões entre redes que tenham similaridades, entre outras ações. Atualmente existem cerca de 15 redes de incubadoras no Brasil. 

A Experiência Mineira 

Criada em agosto de 1997, a Rede Mineira de Inovação (RMI) é uma das mais antigas redes brasileiras de incubadoras de empresas. Com o tempo, a RMI ampliou sua gama de associados, abrindo as portas para outros ambientes de inovação, e hoje acolhe todas as 21 incubadoras mineiras, os quatro parques tecnológicos em funcionamento em Minas Gerais e três aceleradoras. Este universo reúne mais de 110 empresas incubadas, um total de 195 empresas graduadas e 23 empresas residentes nos parques tecnológicos. 

Sua missão é ser agente articulador de inovação e negócios para seus associados, de forma competitiva e sustentável. “Temos como objetivo organizar informações sobre o ecossistema de inovação, propor metodologias para o crescimento de incubadoras, parques e aceleradoras, e ser um indutor de políticas públicas”, conta a presidente da RMI, Ana Cristina de Alvarenga Lage. 

A RMI também possui diversos projetos em parceria com Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Minas Gerais (Sebrae/MG), Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sedectes) e a Federação das Indústrias de Minas Gerais (FIEMG). Entre as iniciativas realizadas estão dois estudos para levantamento de dados dos ambientes de inovação mineiros; a construção de uma plataforma de inteligência competitiva para integração, acompanhamento e avaliação dos ambientes de inovação, tecnologia e negócios do Estado de Minas Gerais (InovaData-mg); e o desenvolvimento de uma plataforma de mentorias virtual (Mentorar). “Essas parcerias e projetos nos ajudam a oferecer soluções mais assertivas para nossos associados”, destaca Lage. 

A RMI também apoia, junto com seus parceiros, o fortalecimento das empresas incubadas em seus associados, oferendo capacitações em desenvolvimento estratégico, orientação para construção de plano de mercado, e apoio para desenvolvimento de potencial de impacto social e ambiental, por exemplo. “Em outro projeto traçamos planejamentos estratégicos utilizando metodologias ágeis para as incubadoras se reposicionarem enquanto mecanismo efetivo do ecossistema de inovação”, completa a diretora. 

 

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Fonte: Via Revista


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